9 de setembro de 2015

Pequenos/Grandes seres iluminados

Quero escrever mas não acho às palavras certas, para demonstrar o qui estou sentindo. Também não sei o que estou sentindo! Sei que isso complica ainda mais, mas isso faz parte de quem eu sou. Essa confusão de ser, de pensar, de não saber qual caminho seguir, pra qual direção ir, tudo isso faz parte de mim. Não estou pedindo que entendam, apenas quero ter/sentir a liberdade de escrever - colocar pra fora tudo que está aqui, e que de algum modo, sinto que devo tentar escrever sobre isso. Não estou triste, nem feliz, não sei explicar. Nada dimais aconteceu na minha vida nesses últimos tempos, mas no mundo sim!

Coisas boas e ruins acontecem na minha/nas nossas vidas o tempo todo. Não quero reclamar de nada! Sou eternamente grata pelo o qui eu tenho. Não tenho esse direito. E não me sinto bem reclamando, sendo que eu estou de barriga cheia, com um teto encima da minha cabeça, e uma cama pra dormir. Minha família está bem, apesar dos pesares e preocupações que todos nós temos, mas nada disso se compara àquelas famílias de refugiados que já estão, ou estão indo para a europa.

Neste exato momento estou escrevendo este texto, e ouvindo um lindo menininho cantando num video - montagem - com a Jessie J a música Flashlinght; o nome dele é Issey. Ao ver esse video fiquei extremamente emocionada - não cheguei a chorar - mas sentir felicidade e ao mesmo tristeza/angústia porque acabei lembrando do menino sírio morto à beira-mar. Tem uma nota do Jean Wyllys que define muito bem a diferença entre os dois: "Uma cena da infância que contrapõe a dolorosa imagem do garotinho sírio afogado à beira-mar. Que todas as crianças do mundo possam ter futuro e cantar! Que aquilo que nos desperte a compaixão seja a música de suas vidas plenas e não o silêncio de suas mortes". Fiquei pensando nesses dois menininhos, e na diferença que não deveria existir entre eles, mas infelizmente existe - um estar vivo e o outro morto. Choro ao pensar nisso, porque eram apenas crianças/pessoas fugindo dos seus países por medo de morrerem, e quando tentam ter uma vida melhor em outro país, vem uma pessoa sem coração e uma onda e tiram isso deles, acabando com à única oportunidade que tinham de voltar à ter uma "vida".

Sei que Alan, seu irmão, sua mãe e todas às pessoas, mas principalmente às crianças que morreram tentando chegar à europa, si tornaram pequenos pedacinhos do céu - anjinhos - que vivem voando por aí, com intuito de ajudar outras crianças à continuarem vivendo e não deixarem que suas vidas acabem. Acho que eles fazem o que nós adultos não conseguimos fazer, às protegem! De um jeito ou de outro, sinto que elas fazem isso. Fico às imaginando lá em cima, voando, com suas asinhas atrás das costas, com um belo sorriso no rosto; tentando fazer nós adultos mais felizes, como eles foram enquanto estavam aqui. Crianças são pessoinhas extremante iluminadas e sábias, que fazem às nossas vidas serem mais felizes, com apenas um sorriso. Admiro muitos às crianças, porque elas são tudo o que nós já fomos, e que deixamos si perder nesse caminho para vida adulta. Temos muito o que aprender com esses pequenos/grandes seres; como diz Renato Russo:" Não sou mais criança a ponto de saber tudo!" Infelizmente não somos pra toda vida. 

A todos os Alans, Issey, Riams, Eduardas, Ruans, Mários... e todas às crianças do mundo, tenham vidas plenas. Que nós "adultos" possamos protegê-las com à ajuda dos nossos/vossos Deuses seja lá qual for, o que  você acredita ou si você também não acredita reze/peça por elas. Porque esses puros e iluminados seres não merecem nada menos do que serem felizes; e poderem brincar, sorrir, comer, estudar, abraços e muito, mas muiiiito amor. Que sejam felizes onde querem que estejam.

      

----♥----

Até a próxima

6 comentários:

  1. Adorei o texto, Marina! E adoro essa frase do Renato Russo.
    Beijos
    http://www.gemeasescritoras.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada. Também adoro ela.
      Obrigada pela visita.
      Bjss *------*

      Excluir
  2. Também fico bem triste ao saber que tantos perdem a vida quando tentam fugir de seus países para tentar uma nova chance em outros :( O garotinho sírio afogado é só um dos tantos casos que acontecem todos os dias e que não são devidamente mostrados. É por isso que eu tenho muito orgulho do meu país, que está de braços abertos para receber os imigrantes que estão vindo. Todos merecem uma chance de recomeçar a vida em outros lugares, independente de onde vêm ou de suas crenças. Nem consigo acreditar que ainda em pleno século 21 existam pessoas que abominam a vinda dessas pessoas para cá.
    Todo mundo tem o direito de ser feliz.
    Beijoss

    dejulho.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tem Raquel, todo mundo tem o direito de ser feliz. Infelizmente no mundo em quem vivemos isso é tirado de muitas; mas isso não às impedem de ir, encontrar essa felicidade em outro lugar. Isso não pode ser tirado delas; essa esperança de um lugar onde elas possam voltar a viver.
      Bjss Raquel *-----*

      Excluir
  3. Oi, Marina! Isso tudo é, além de extremamente triste, complicado. Fico pensando e pensando nas maneiras de ajudar, de fazer algo de diferente, mas não as encontro. Partes do nosso mundo estão em colapso pleno enquanto outras desfrutam das melhores serventias. Pessoas morrem por injustiças e lutam fervorosamente para encontrarem o caminho da paz. Casas são destruídas, famílias são separadas e nós, além de rezas e pensamentos positivos, algumas doações aqui e ali, nada podemos fazer.

    É triste ver que uma imagem dessas teve de percorrer a mídia para gerar uma certa reflexão nas pessoas. Infelizmente, às vezes precisamos de turbulências para que possamos enxergar aquilo que optamos deixar de lado. Não estamos vivendo em condições de tapar os nossos olhos e deixar tudo para lá. Não podemos mais optar pela cegueira e deixar as consequências de lado.

    Você fez um belo texto. Belo, belo, belo. E triste, também, já que esse é um assunto para lá de delicado que toca cada pedacinho do nosso corpo e deixa um rastro irreparável. Beijos, Light As The Breeze

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Infelizmente esse é o mundo/a sociedade em que vivemos. Uns com muito, e outros com tão pouco, e muitas vezes com nada. Fique pensando nisso, e isso muito triste como disse no texto Natália. Acho que à única coisa que posso fazer no momento por eles, e continuar colocando eles nas minhas orações; rezando e pedindo para que Deus, e todos os outros deuses os protejam e os guardem. Não podemos mais fechar os olhos pra isso, e fingir que nada acontece só porque está longe da onde vivemos,e assim não vai acontecer comigo. São pessoas, e todas merecem ter uma vida/viver dignamente como, qualquer outra pessoa vive. Vou continuar sempre rezando e pedindo por eles, e que Deus os abençoe a todos.
      Obrigada pelo comentário Natália, gostei muito dele. *------*
      E Obrigada também, por ter visitado o blog.
      Bjss minha flor :)

      Excluir